O jogo dos quartos-de-final da Taça de Portugal, entre o Caldas e o Farense, agendado para 10 de janeiro, está envolto em polémica. Segundo Record sabe, a direção caldense está desagradada com a forma como a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tem agido, tanto no que diz respeito à data como ao local onde se realizará a partida.
O conjunto do distrito de Leiria não quer que o encontro se realize na data agendada, alegando falta de tempo para os jogadores descansarem. Isto porque três dias antes, no domingo, 7 de janeiro, há jogo do Campeonato de Portugal, nos Açores, e a equipa só aterrará em Lisboa na madrugada de segunda-feira, não cumprindo as 72 horas previstas na lei.
No que diz respeito ao local do duelo, a estrutura do Caldas volta à carga pedindo bom senso à FPF, numa comparação com os jogos que incluem os grandes portugueses. A partida é classificada como sendo de risco elevado, uma vez que o regulamento assim o dita. A partir dos ‘quartos’ da prova, todas as partidas são cotadas desta forma, apesar de ser um duelo entre duas equipas do terceiro escalão. O recinto da formação caldense não cumpre os requisitos para albergar este encontro, dado que não tem cadeiras, torniquetes nem videovigilância.
O terceiro ponto prende-se com a transmissão televisiva, dado que a Sport TV não irá passar o jogo em direto nos seus canais, ao contrário do que fará com todos os outros. Os adeptos do Caldas têm-se mostrado revoltados com a situação e a direção alega que este tipo de acontecimentos apenas aumenta o fosso entre os emblemas mais ricos e os mais pobres.
Para hoje está agendada uma reunião entre responsáveis do Caldas e da FPF para tentar resolver a situação. No final da mesma o presidente do Caldas, Jorge Reis, tomará uma posição oficial.

Foto: Carlos Barroso – Record
Autores Texto: Armando Alves, Joel Ribeiro e Paulo Rocha