Num jogo nem sempre bem jogado, mas de uma enorme intensidade e incerteza até final, Vidreiros e Vieirense empataram a duas bolas, num resultado que, apesar de não agradar a nenhuma das equipas, acabou por colocar justiça no marcador.

O jogo começou num ritmo calmo, com as equipas a procurarem não arriscar muito e a esperarem pelo erro do seu adversário.

A primeira situação de perigo pertenceu ao Vieirense quando Bernardo cruzou na direita, com o irrequieto Douglas a trabalhar bem dentro da área e a rematar com estrondo à barra da baliza de Hugo Pinheiro.

Depois das cautelas iniciais, o jogo entrou numa espiral de intensidade, com a bola a estar constantemente junto das duas balizas. Foi assim que, aos 35′, na sequência de uma bola lançada em profundidade, Júlio Gomes aguentou a pressão dos defesas adversários e, com um remate rasteiro, inaugurou o marcador para o Vieirense.

O golo galvanizou a equipa de Luciano Silva e, ainda antes do intervalo, o Vieirense teve duas oportunidades claras de ampliar a vantagem. Primeiro, foi Douglas que, isolado frente a Hugo Pinheiro, rematou para fora, e depois foi Godinho que, por milímetros, não conseguiu desviar um cruzamento com selo de golo de Douglas.

Na segunda parte, as coisas complicaram-se ainda mais para os Vidreiros quando Pastilhas foi expulso por acumulação de amarelos. Apesar disso, e contrariamente ao que se poderia esperar, a equipa da casa respondeu bem a esse revês, com Rúben Coelho sempre em evidência: aos 71′ o extremo fez um chapéu demasiado curto e foi directamente para as mãos de Carlos, quando podia ter feito melhor.

Contudo, o Vidreiros acreditava que era possível chegar ao empate e não foi preciso muito para o conseguir. Aos 76′, Rúben Coelho, com um bom remate, conseguiu fazer o 1-1.

No entanto, a equipa da casa teve muito pouco tempo para festejar já que, na sequência de um canto (79′), Bernardo Lopes antecipou-se e, de cabeça, fez o 1-2.

O jogo estava num ritmo frenético e, aos 86′, através de um livre de Rúben Coelho, João Luís foi o mais esclarecido na pequena área e restabelece novamente o empate.

Com o jogo a caminhar para o final, o resultado parecia não agradar a nenhuma das equipas, e Hugo Pinheiro ainda se viu obrigado a fazer duas defesas majestosas a evitar o golo a Flávio Botas.

Do outro lado, Rúben Coelho ainda ameaçou com um remate de saiu por cima da baliza.

Depois de uma etapa inicial tranquila, o jogo entrou na etapa complementar numa espiral de quizilas e lances complicados, e o árbitro Joni Correia nem sempre conseguiu ter as melhores decisões.|

GD Vidreiros 2
Hugo Pinheiro, Vitinho, João Luís, Pedro Órfão (c), Pastilhas, Cláudio (Nelinho, 80′), Gonçalo Ribeiro (Amaro, int.), João Matos, Rúben Coelho, Manuel Nascimento, Carlos Tiago (Rúben Ari, int.). Não jogaram: David Santos, Ricardo Carpinteiro, Gonçalo Dias, Évora.
Treinador: Telmo Cruz.

ID Vieirense 2
Carlos, Júlio Gomes, Serginho, Diogo Freitas, Batista, Godinho, Sérgio Letra (c), Bernardo, Gonçalo Coelho (Héber Pêssego, 88′), Douglas, André Cruz (Flávio Botas, 75′). Não jogaram: Bruno Dinis, Luís Pedro, Bernardo Giovety, Nuno Santos, João Gomes.
Treinador: Luciano Silva.

Campo do Tojal, Picassinos
Árbitro: Joni Correia. Assistentes: Gonçalo Nunes e João Santos.
Espectadores: 220. Ao intervalo: 0-1.
Golos: 0-1 Júlio Gomes (35′), 1-1 Rúben Coelho (76′), 1-2 Bernardo (80′), 2-2 João Luís (86′).
Disciplina: Amarelo a Sérgio Letra (18′), Pastilhas (37′ e 51′), Cláudio (58′), Godinho (62′), Pedro Órfão (67′), Amaro (81′), Diogo Freitas (85′), Vitinho (89′). Pastilhas expulso por acumulação (51′). Luciano Silva foi expulso do banco do ID Vieirense.

Texto e foto: Pedro Almeida – Diário de Leiria