No jogo de estreia do técnico Vítor Duarte, o Marinhense empatou frente ao Sertanense (1-1), num jogo cheio de quezílias e muito poucas vezes bem jogado e onde o golo do Sertanense foi precedido de uma falta clara.

O jogo começou numa toada equilibrada, com muita luta a meio-campo, mas com a bola raramente a chegar com perigo a qualquer uma das balizas.

Após um início morno, só aos 16′ apareceu o primeiro lance de relativo perigo, com Sunday a obrigar João Guerra a uma defesa apertada.

O Marinhense respondeu de pronto e, pouco depois, Rúben Martins deu o melhor seguimento a um cruzamento da direita, mas o cabeceamento seguiu directamente para as mãos de João Manuel.

Apesar disso, o Marinhense mostrava querer tomar as rédeas do jogo e não foi preciso esperar muito para os vidreiros chegarem mesmo à vantagem: cruzamento atrasado de Alex Dias na esquerda e Márcio Augusto, com um remate de primeira, a inaugurar o marcador para o Marinhense.

Mas a vantagem da equipa da casa não durou muito tempo, e pouco depois, aos 33′, e num lance precedido de falta em que Yan Victor ficou mesmo a sangrar, Sunday foi o mais expedito e, na pequena área, finalizou com sucesso fazendo o 1-1.

De nada valeram os muitos protestos dos jogadores da equipa da casa, pois José Laranjeira validou o golo e o jogo a partir daí entrou numa espiral de quezílias e faltas.

Só mesmo em cima do intervalo o jogo voltou a ganhar emoção, com Alex Dias, de cabeça, a falhar por milímetros a baliza do Sertanense.

Poderia pensar-se que o intervalo seria um bom conselheiro, e que a qualidade do jogo melhoraria na etapa complementar. Puro engano. O jogo manteve a mesma toada quezilenta, tendo mesmo momentos de excessiva dureza.

Com tudo isto, ficava difícil a ambas as equipas conseguirem jogadas com princípio e fim, e só em lances de bola parada o perigo andou junto das duas balizas.

Aos 56′, Sarmento, na marcação de um livre directo, obrigou João Manuel a uma enorme defesa para canto e, aos 63′, foi o Sertanense quem criou algum perigo após um canto, em que João Guerra falhou o tempo de saída, e a bola ficou em zona perigosa, mas a defesa do Marinhense foi mais lesta e conseguiu evitar males maiores.

O jogo seguia num ritmo incaracterístico, com o Marinhense a procurar chegar à vantagem, apostando na velocidade de Alex Dias e Rúben Martins, mas pela ferente foi encontrando um Sertanense muito forte fisicamente.

Foi mesmo ser a equipa de Filipe Moreira que ficou muito perto do golo, aos 84′, mas João Guerra defendeu com brilhantismo um livre directo de Robson.

Empate que se aceita, num jogo de fraca qualidade, em que o árbitro José Laranjeira cometeu demasiados erros, em claro prejuízo do Marinhense. |

 

AC MARINHENSE  1
João Guerra, Ian Victor, Zé Pedro (Óscar Barros, 62′), Alex Dias, Nikiema, Mário Costa, Caio Prado, Sarmento, Márcio Augusto (Pedro Rodrigues, 76′), Luiz Fernando (Leandro Tatu, 59′), Rúben Martins (c).
Não jogaram: Gonçalo, Silas, João Paulo, Douglas.
Treinador: Vítor Duarte.

SERTANENSE 1
João Manuel, Mauro, Kattego, Marco Grilo (Bata, 53′), Ká (Josemar, 72′), Sunday, Jorginho (Darson, 90’+3), Tito Júnior (c), Gilson, Robson, Djibril.
Não jogaram: Paulo Salgado, Landry, Rafa, Edgar.
Treinador: Filipe Moreira.

Estádio Municipal da Marinha Grande
Árbitro: José Laranjeira (Aveiro).
Espectadores: 200.
Ao intervalo: 1-1.
Golos: 1-0 Márcio Augusto (30′), 1-1 Sunday (33′).
Disciplina: Amarelo a Ka (8′), Yan Victor (33′), Sunday (41′), Jorgito (41′), Tito Júnior (70′), Caio Prada (72′), Josemar (77′), Gilson (83′).

Texto e foto: Pedro Almeida – Diário de Leiria