Campeonato Distrital da 1ª Divisão – Série C
Campo do C. C. R. Alqueidão da Serra, em Alqueidão da Serra
CCR ALQUEIDÃO DA SERRA, 4 – UNIÃO DA SERRA, 2.
AO INTERVALO 1 – 1

CCR Alqueidão da Serra 4
André Tavares; Miguel (Luís, aos 58´), David (Gonçalo, aos 64’) Portugal, e Pauleta. Telmo, cap. (Rafael, aos 68’) Videira, e Fitas, Cristiano, Colaço e Fabinho.
TREINADOR: Juliano Roque.

UD Serra 2
Taborda; Lebre, Coelho, cap. Diogo Baptista, e Tony. Heleno, Sérgio (Dércio, aos 58’) e Dany, (Paulo, aos 68’), Quim Zé, Pedro Gordo (Britney, aos 70’) e Pedro Nuno.
TREINADOR: Diogo Camponês.

ÁRBITRO: Joni Correia.
Assistentes: Gonçalo Nunes e Alexandre Santos.
GOLOS: 1-0 Fita gp (35′), 1-1 Heleno gp (42′) 2-1 Videira, 2-2 Tony (67′), 3-2 Fitas (80′), 4-2 Cristiano (94′)
Disciplina: Cartão amarelo a Portugal, aos 20´; Telmo, aos 37´; Quim Zé, aos 39’; Gonçalo, aos 69´; Videira, aos 75’ e Cristiano, aos 95’.

De facto, se existem jogos fáceis de analisar, este foi um deles. Três ou quatro razões!
1ª, Entrada com tudo por parte da equipa da casa. Ao dizer tudo, que fique bem claro que o futebol bem jogado, ficou no balneário, ou até fora dele.
2ª, De um lado uma equipa, que jogou no pontapé para a frente e para o ar, conseguindo aqui ou ali uma jogada de ataque ou de contra ataque.
Do outro, a equipa com melhor futebol a nível técnico, mas que nunca se soube impor, ao futebol sempre impetuoso do adversário, contando com a complacência do juiz do encontro, que quase sempre o permitiu. Então a nível da pressão, foi um exagero. Embora os jogadores de Juliano, tenham aproveitado e de que maneira esse factor.
3ª, Quando Tony conseguiu o empate a duas bolas num belo lance de cabeça, surpreendendo tudo e todos, a equipa de Diogo Camponês, deixou-se surpreender em 2 lances. O primeiro num canto e o segundo num lance puro de contra ataque, onde Cristiano, insistiu, insistiu, fazendo o quarto golo da sua equipa.

Os treinadores: 
Juliano, o treinador da equipa visitada, jogou com as armas que tinha à sua disposição, garra e crença, contando com a tal pressão exercida todo o jogo, não só ao árbitro, como aos jogadores da jovem equipa da União, fazendo de cada lance, como sendo de vida ou de morte, passe o pleonasmo!
Diogo Camponês, apesar de alertar os seus jogadores, para o facto de como jogou o Alqueidão, nunca conseguiu tal como os seus jogadores, fazer com que as coisas mudassem. Mas também não era tarefa fácil!

A equipa de arbitragem: 
Embora quase sempre bem assistido, o jovem Joni Correia, tal como atrás referi, foi permissivo em demasia com a pressão a que foi submetido, durante todo o jogo! Mas que também fique bem claro, que a UDS, não perdeu por essa razão. Mas quando tu tens melhores jogadores a nível técnico, só consegues ser melhor equipa, se encontrares um árbitro de outra categoria! Aliás, um jogo em que estava em discussão, o segundo lugar que dava acesso ao Grupo A, deveria ter tido um dos bons árbitros do conselho de arbitragem da AFL, que os tem sem dúvida.

Virgílio Gordo