O líder incontestado do campeonato, sem derrotas, tinha na deslocação à EAS Marinha Grande um dos seus testes mais complicados, e só um golo de Rúben Brilhante, na marcação de um pontapé de penálti muito contestado, já na parte final do encontro, permitiu ao Marinhense conquistar os três pontos.
Apesar das condições atmosféricas bastante adversas, o jogo começou num rimo bastante alto, e logo aos 8′, Rafael apareceu bem na direita e, com um remate cruzado, levou o perigo junto da baliza de Paulo Cerva.
O Marinhense tinha mais bola nesta fase e, aos 17′, Rúben Brilhante, com um passe magistral, desmarcou Rafael que, só com Paulo Cerva pela frente, inaugurou o marcador.
Em desvantagem, a EAS Marinha Grande não se atemorizou e, aos 29′, Jorge Oliveira colocou mal uma reposição de bola após atraso da sua defensiva, com esta a ir direitinho para os pés de Pedro Rodrigues que, oportuno, não desperdiçou e fez o empate.
O golo teve o condão de galvanizar a equipa da casa e, em dois lances quase consecutivos, o possante Júnior levou o perigo junto da baliza de Jorge Oliveira. Primeiro num remate de cabeça que sai ligeiramente por cima, e depois, num lance individual, em que fez tudo bem, mas o remate acabou por sair fraco, para as mãos de Jorge Oliveira.
A etapa complementar começou com o Marinhense mais dominador em termos territoriais e, logo nos primeiros minutos, Rafael, de cabeça, obrigou Paulo Cerva a uma defesa atenta. Pouco depois, foi Ricardo Duarte que aproveitou um ressalto na área e, de primeira, levou o perigo junto da baliza dos leões.
O Marinhense procurava o golo e, aos 74′, ficou muito perto de o conseguir, mas Paulo Cerva, uma vez mais, foi gigante, e impediu o golo.
Seguia o jogo nesta toada quando, aos 87′, num lance de muito difícil juízo, Cláudio Monteiro considerou que Paulo Cerva derrubou um atacante do Marinhense dentro da sua área e assinalou pontapé de penálti. Na marcação da mesma, Rúben Brilhante não vacilou e fez o 1-2 final.

Num jogo em que o empate não escandalizaria ninguém, o Marinhense acabou por ter a ‘estrelinha’, numa partida em que teve algum domínio territorial, mas poucas vezes mostrou objectividade atacante, dependendo sempre em demasia de um rasgo de criatividade de Rúben Brilhante.
Quanto à arbitragem de Cláudio Monteiro, fica marcada pelo lance da penalidade, num lance em que nos parece que Paulo Cerva tocou na bola antes de tocar no avançado. Benefício da dúvida no entanto para o árbitro, que estava bem colocado.|

EAS Marinha Grande 1
Paulo Cerva, Zé Luís, Paulo Silva, Gonçalo Vicente (c), Marcelo Gil (Marcos Cabral, 75′), Rafael Flor (Gui Serrão, 60′), Pedro Vitorino, Ivo Silvério, Pedro Rodrigues, Júnior, João Coutinho.
Treinador: Joaquim Trindade

AC Marinhense 2
Jorge Oliveira, Teles, Alexandre (Ricardo Duarte, int.), João Almeida, Alexys (Rudi, 87′), Vítor Duarte (c), João Luís, Rúben Brilhante, Rafael (Petinga, 87′), Gabriel (Miguel Leal, 77′), Willian. Não jogaram: André Cardoso, Filipe Codinha, Daler.
Treinador: Sérgio.

Campo do Tojal, em Picassinos
Árbitro: Cláudio Monteiro.
Assistentes: Tiago Rodrigues e João Gonçalves.
Espectadores: 100. Ao intervalo: 1-1.
Golos: 0-1 Rafael (17′), 1-1 Pedro Rodrigues (29′), 1-2 Rúben Brilhante (89′, p.).
Disciplina: Amarelo a Alexandre (12′), Teles (19′), Paulo Cerva (88′).

Texto e foto: Pedro Almeida – Diário de Leiria