O GRAP sofreu – e de que maneira – para vencer em casa o CC Ansião por 2-1, num jogo em que a formação dos Pousos esteve a perder, conseguindo dar a volta ao resultado já no período de compensação. Com esta vitória, o GRAP manteve a distância (um ponto) para o líder da tabela (GD Peniche) quanto faltam disputar apenas duas jornadas.
O jogo começou morno, com ambas as equipas a falharem muitos – demasiados – passes, com a partida a ser disputada sobretudo a meio-campo, sem grandes rasgos ofensivos de parte a parte. Ainda assim, a primeira oportunidade pertenceu ao GRAP numa transição em que Camará ganhou bem a posição, mas o remate cruzado passou a centímetros do poste.
O jogo entrou então numa fase muito quezilenta e só perto do intervalo é que houve perigo, com o Ansião a ameaçar o golo quando Edi, em boa posição, falhou o remate e, na recarga, o albanês Salvadore Sulce, com tudo para fazer tento inaugural, atirou por cima. Terminava assim uma primeira parte com poucos motivos de interesse.
Na segunda parte o jogo foi bem diferente, não pela qualidade do futebol praticado que continuou a ser baixo, mas sim pelo aparecimento dos golos que deram uma dinâmica diferente à partida. Começou melhor o Ansião ao dispor de uma grande oportunidade quando Edi ganhou a bola a dois adversários e, em zona frontal, rematou para defesa apertada de Mocheco.
Depois da ameaça o golo chegou mesmo num lance em que a defesa do GRAP mostrou-se demasiado passiva, conseguindo ainda evitar que Gonçalo rematasse à baliza, mas impotente para impedir que Edi surgisse a empurrar a bola para o fundo das redes.
O golo dos visitantes teve o condão de ‘acordar’ a formação dos Pousos já que, a partir daqui, intensificou a pressão ofensiva – como se lhe impunha – e foi recompensado com o golo. Antes disso, Vieirinha obrigou Pedro Dias a uma grande defesa, mas, na sequência do canto, Cédric subiu ao primeiro andar para, de cabeça, restabelecer a igualdade.
A esperança renascia para as hostes do GRAP, mas a verdade é que a formação da casa tardava em materializar o seu maior ascendente ofensivo.
A dez minutos do fim, apesar do GRAP tentar o tudo por tudo, foi o Ansião quem ficou perto do golo com Bajedas a rematar de trivela com a bola a passar a centímetros do poste.
No período de compensação, o GRAP foi premiado pela persistência já que após uma bola metida na área e um pequeno desvio, a bola chegou ao recém-entrado Pedro Henriques (Pê) que, ao segundo poste, desviou para o fundo das redes, com os homens de Ansião a protestarem um eventual fora-de-jogo.
Arbitragem negativa de José Agostinho, principalmente no critério disciplinar. Não reparou também que o Ansião chegou a jogar com 12 (!) elementos em campo no período de descontos. Ainda assim, não teve influência no resultado.|

GRAP 2
Mocheco, Lagoa, Lomba, Migas, João Vitor, Rudy (Vasco, 57′), Rica, Bruno Cepeda (Miguel Pereira, int.), Camará (Pedro Henriques, 76′), Vieirinha (c), Cédric. Não jogaram: Makê, Mika, Daniel, Bóris.
Treinador: Carlos Ribeiro.

CC Ansião 1
Pedro Dias, Cotas, Vítor, Comboio, Leão, Diogo, Gonçalo (Xico, 90+4′), Bajedas (c), Salvadore Sulce, Luís Estudante (Sandro, 86′), Edi. Não jogaram: Koné.
Treinador: Mário Gomes.

Campo da Charneca, Pousos
Árbitro: José Agostinho. Assistentes: Gil Pires e Fábio Santos.
Espectadores: 220. Ao intervalo: 0-0.
Golos: 0-1 Edi (53′), 1-1 Cédric (61′), 2-1 Pê (90+3′).
Disciplina: Amarelo a Leão (28′), Vítor (36′) e Bruno Cepeda (39′)

Texto e foto: José Roque – Diário de Leiria