Na capital do vidro, o Marinhense recebeu e venceu de forma clara o CADE, por três bolas sem resposta, em que o conjunto alvinegro fez um jogo consistente e eficaz na finalização.
Depois de um início morno, a primeira situação de perigo veio dos visitantes, num livre lateral, em que Duarte Chambel rematou cruzado, mas ao lado.
A resposta dos donos da casa não se fez esperar e de forma mortífera. Num rápido contra-ataque, Simão Silvestre arrancou ainda do seu meio-campo e quando se preparava para rematar foi derrubado em falta dentro da área de rigor, com o juiz da partida a não ter dúvidas e a apontar para a marca dos 11 metros. Na transformação do castigo máximo, Rodrigo Portela abriu o activo.
O 2-0 não demorou muito tempo a surgir já que, pouco depois, Simão Silvestre, na sequência de um pontapé de canto, com um remate de primeira, fez um belo golo.
Pouco depois, o mesmo Simão esteve perto de bisar, após uma boa triangulação com Portela e Gonçalo Girão, mas Gonçalo Correia opôs-se bem ao remate do médio.
O CADE respondeu de imediato, mas Pedro Pereira mostrou-se a grande altura, com três enormes intervenções consecutivas a remates de Duarte Chambel e Afonso, mantendo as suas redes invioláveis, indo assim os anfitriões com uma margem confortável para o descanso.
No reatamento, os visitantes tentaram diminuir a desvantagem e, logo no recomeço, Tiago Marques, bem posicionado, atirou ligeiramente por cima. O mesmo Tiago, minutos depois efectuou um bom remate, mas proporcionou boa defesa a Francisco (50′).
Na resposta, um cruzamento bem tirado de Tiago Sousa para Rodrigo Portela, mas o jovem avançado cabeceou fraco para defesa segura de Gonçalo Correia.
Ao minuto 63, lance de muito perigo na área do Marinhense, com Tiago Sousa a cortar na última instância em cima da linha de golo, evitando o pior.
Mais eficazes foram os anfitriões. Já no período de compensação fizeram o 3-0 final, numa grande jogada colectiva, com Renato Sousa (bela exibição) a cruzar da direita e Rodrigo Portela, com um toque de calcanhar, a fechar a contagem e o desafio da melhor maneira, perante um opositor que pelo que fez merecia o seu tento de honra.
Arbitragem muito positiva.|

AC Marinhense 3
Pedro Pereira (Francisco, int.), Miguel André, (Afonso Gabriel, int.), Gonçalo Silva, Gonçalo Ruivo, Tiago Sousa, David Lopes, Renato Sousa, Gonçalo Girão (c) (Hugo Carvalho, 62′), Simão Silvestre (Lucas Passagem, 62′), André Bujaco (João Carvalho, int.) e Rodrigo Portela.
Treinador: Carlos Fonseca.

CADE 0
Gonçalo Correia, Ricardo, João Fragoso (Mika, 64′), Natan Cremonini, Nunes, Joaquim (Lourenço, 55′), Duarte Chambel (c), Afonso, Pires, Daniel Caleiro (Romeu Silva, int.) e Tiago Marques.
Não jogaram: Miguel, Fragosa e Benny.
Treinador: Grilo.

Estádio Municipal da Marinha Grande
Árbitro: Pedro Tomás (AF Coimbra). Assistentes: Nuno Guerra e Gonçalo Ribeiro.
Espectadores: 75. Ao intervalo: 2-0.
Golos: 1-0 Rodrigo Portela (23′, p.), 2-0 Simão Silvestre (28′), 3-0 Rodrigo Portela (70+1′).
Disciplina: Amarelo a Ricardo (22′), Joaquim (41′), Pires (68′), David Lopes (70+2′).

Texto e foto: Fábio Osório – Diário de Leira