Estádio Municipal da Nazaré
Árbitro: André Moreira.
Assistência: 100 espectadores.

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Treinador: Orlando Fernandes.
Rodrigo; Rui, Murraças, Francisco (Bernardo, 67m), Luís Batista, Tiago Figueira, Cristiano (Alexandre, 55m), Joaquim, Carapau (Amilton, 67m), Vitor, Ivo Ribeiro.
Suplentes: Nuno Saraiva, Francisco Rodrigues, André Branco.
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Grap/Pousos – 2
Treinador: Pedro Solá.
Mocheco; Steve, Marco Roda, Fábio Martins, Tony, Rachida, Joel, André Martins (Portugal, 90m), Ricardo Pontes (Neves, 62m), Eurico e Ricardo Ferraz (André Carreira, 72m).
Suplentes: Tiago Santos, Leadny, João Silva, Mehnana.
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Ao intervalo: 0-1.
Golos: 0-1 por Eurico (36m); 0-2 por Eurico (61m); 1-2 por Rui (84m, g.p.).
Acção Disciplinar: Cartão amarelo a Tony (60 e 73m), Rui (75m).
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O GRAP venceu o Nazarenos por 1-2 num jogo em que o conjunto de Pousos aproveitou da melhor maneira o ‘deslize’ do Marrazes, estando agora a apenas três pontos da liderança.
Nos primeiros minutos, a partida foi equilibrada, com o Nazarenos a ter a iniciativa de jogo, enquanto o GRAP actuava mais na expectiva. Contudo, apenas de bola parada é que as equipas conseguiam criar relativo perigo, mas sempre com a pontaria desafinada.
Aos poucos o GRAP foi tomando conta do jogo como tão bem gosta de fazer, mas foi preciso esperar até aos 31 minutos para surgir a primeira situação de golo para os pousenses. Numa bola recuperada por André, o médio desmarcou Eurico, mas o avançado dominou mal a bola e permitiu a defesa de Rodrigo.
Estava dado o aviso para o que iria acontecer cinco minutos depois quando Ferraz cruzou da linha de fundo com Eurico a entrar muito bem ao primeiro poste e a fazer o golo de primeira.
O Nazarenos reagiu mais uma vez de bola parada com Vítor Pombinha a testar os reflexos de Mocheco que respondeu à altura. Contudo, seria o GRAP a estar perto do 0-2 com Ricardo Pontes, em excelente posição, a permitir a defesa de Rodrigo.
A um minuto do intervalo, Rachida cruzou para a área com o guarda-redes nazareno a ter uma saída em falso, em que a bola sobrou para Ferraz que atirou à barra. Na sequência, Ricardo Pontes tentou um pontapé de moinho mas a bola passou por cima.
Ao intervalo, o GRAP justificava a vantagem já que foi a equipa que dispôs das melhores situações de golo. Para o segundo tempo, o Nazarenos voltou a entrar a mandar no jogo, mas sem conseguir criar qualquer situação de apuro para as redes de Mocheco.
E seria mesmo o GRAP a chegar ao 0-2 num contra-ataque rápido em que Eurico galgou vários metros no terreno e, na cara do guarda-redes, atirou a contar. O vencedor do encontro parecia estar encontrado, mas o Nazarenos ainda tinha uma palavra a dizer. Primeiro ameaçou na sequência de um canto em que Luís Batista cabeceou para boa defesa de Mocheco. Depois, numa jogada de envolvimento do Nazarenos, o guarda-redes do GRAP voltou a ser decisivo ao negar o golo dos homens da casa. Golo esse que chegou através de uma grande penalidade muito contestada pelos jogadores do GRAP. Imune aos protestos, Rui não facilitou.
Com a vantagem mínima no marcador, e menos um homem em campo pela expulsão de Tony, o GRAP passou um mau bocado até ao apito final, com o Nazarenos a tentar um último ‘assalto’ para chegar ao empate, mas o esforço foi inglório por parte dos comandados de Orlando Fernandes.
Vitória justa do GRAP que soube ser pragmático e decidir a partida nos momentos certos, contra uma formação da Nazaré que promete poder roubar pontos aos candidatos ao título.

 

José Roque (Diário de Leiria)