Perante uma iluminação medíocre no campo da Ordem, realizou-se a 1.ª eliminatória da Taça do distrito, num jogo que teve de tudo um pouco, emoção, golos, penaltis, expulsões e muita polémica.

Sob uma chuva persistente ambos os conjuntos entraram à procura do golo e Nelinho deu o mote ao rematar ao poste da sua ex-equipa e Félix Carvalho, na recarga, ainda fez o golo, mas foi anulado por fora-de-jogo.

Dez minutos volvidos a resposta veio através de Nhó, num grande remate para uma não menos boa defesa de Carlos. Pouco depois, o mesmo Nhó inaugurou o marcador: livre lateral e o capitão dos visitantes apareceu solto de marcação e fez o 0-1.

O Pataiense estava melhor na partida e Yuri, aproveitando um mau atraso devido ao mau estado do piso, perante Carlos não conseguiu desfeitear o numero um da casa. Este lance teve o condão de despertar os homens de Zé Ricardo e, já perto do descanso, o SL Marinha ficou a reclamar uma grande penalidade que não foi assinalada.

No reatamento, o SL Marinha entrou com mais querer, assumiram as despesas do jogo e foi um pouco contra a corrente do jogo que Yuri aproveitou um mau alívio de Carlos para fazer balançar as redes pela segunda vez.
Os vidreiros não se deixaram abater e, no minuto seguinte, Félix teve o golo na cabeça, mas falhou incrivelmente. Depois foi Nuno Bonita que, com tudo para reduzir a desvantagem, atirou ao lado.

E foi noutro lance muito duvidoso que o SL Marinha chegou ao golo, com o juiz da partida a considerar grande penalidade numa suposta falta sobre Félix, com o mesmo a reduzir para 1-2 e a relançar a partida.

O Pataiense parecia perdido no terreno e o SL Marinha continuou a carregar e, numa jogada bem elaborada, Nuno Bonita fez o empate, para gáudio das hostes vidreiras. Com o empate, as oportunidade esgotaram-se até final do tempo regulamentar.

No tempo extra, SL Marinha continuou por cima do jogo mas, em mais um lance muito discutível, Diogo Oliveira assinalou nova grande penalidade. Imune aos protestos Henrique Piló fez o 2-3 final. Sem nunca desistirem, o SL Marinha reclamou mais dois lances de possível grande penalidade, mas em vão.

Num jogo complicado de dirigir, o trio de arbitragem nem sempre tomou as melhores opções, saindo mais prejudicada a equipa da casa.

SL Marinha     2
Carlos Francês, Luis, Figueiredo, Peidinho (Emanuel, 102′), Joaquim Pedro, J.P., Gonçalo, Nuno Santos, Nelinho (Nuno Bonita, 50′), João Roldão (João Fortes, 62′) e Félix Carvalho (c).
Não jogaram: Espanhol e Daniel.
Treinador: José Ricardo.

CD Pataiense      3
Alexandre (Bruno Estrelinha, 115′), Lauro, Fanha, Ivo, Ismael, Nhó (c), Fan (Samuel, 70′), Tiago Orega, Ari, Yuri (Alexandre Veríssimo, 79′) e Henrique Piló.
Não jogaram: Serradas e Ricardo.
Treinador: Orlando Fernandes.

Campo da Ordem, Marinha Grande
Árbitro: Diogo Oliveira. Auxiliares: Rodrigo Luis e Bruno Vieira.
Espectadores: 80. Ao intervalo: 0-1.
Golos: 0-1 Nhó (25′), 0-2 Yuri (52′), 1-2 Félix (68′, g.p.), 2-2 Nuno Bonita (71′), 2-3 Henrique Piló (104′, g.p.).
Disciplina: Yuri (66′), Carlos Francês (82′), Figueiredo (86 e 117′), Ari (90+3′), Félix (103′), Nuno Santos (105′), Ismael (117′). Vermelho por acumulação a Figueiredo.

Texto: Fábio Osório – Diário de Leiria