O Campo da Portela foi palco do jogo da jornada, com o líder Marinhense a receber o GRAP, segundo classificado da Divisão de Honra, que precisava de vencer para continuar a sonhar com o primeiro lugar da prova e foi isso mesmo que fez ao bater a formação da casa por 2-0, infligindo a primeira derrota da época à turma de Marco Aurélio.
Começaram melhor os visitantes que, sem prévio aviso, chegaram à vantagem: Atraso incompleto de Luís Oliveira para João Guerra e Vieirinha, oportuno, fez um chapéu ao guarda-redes alvinegro, para delírio dos adeptos dos Pousos.
O GRAP mantinha-se melhor da partida, com um Marinhense bastante ansioso na posse da bola e atípico, perante um adversário que colocava ‘as garras de fora’ para vencer.
Aos 14 minutos, Caio Prado, ex-jogador do Marinhense, podia ter dilatado a vantagem, mas o poste direito de João Guerra impediu que o brasileiro festejasse. Alexandre Cruz podia ter bisado na partida pouco tempo depois, mas, na cara de João Guerra, atirou por cima da baliza.
O jogo começava a ficar bastante agressivo a meio-campo, e foi mesmo nessa zona do terreno que surgiu a primeira oportunidade de perigo para os homens da casa. Bernardo Lopes subiu à área contrária e, de calcanhar, atirou para defesa fácil de Mocheco.
O Marinhense tentou reagir à desvantagem e Rúben Coelho, pouco tempo depois, atirou ao poste, mas o resultado iria permanecer inalterado na ida para o descanso, com um GRAP superior e com mais vontade de vencer os três pontos.

Marinhense carregou e GRAP segurou
Na segunda parte adivinhava-se um Marinhense mais pressionante e ofensivo, e foi isso que aconteceu, com as linhas do GRAP a descerem no terreno. Mas foi mesmo o GRAP que, contra a corrente do jogo, dilatou a vantagem. Lançamento de Lukas para o interior da área e Cedric, sem marcação, aproveitou para aumentar a vantagem (0-2) do GRAP e relaxar os visitantes, perante uma defesa do Marinhense apática.
O Marinhense teve então que arriscar mais e apostava todas as fichas no ataque, pelo que foi somando oportunidades: Primeiro Rúben Coelho atirou por cima, já perto da baliza de Mocheco e, posteriormente João Paulo, com um remate fortíssimo, atirou também por cima da baliza adversária. Bernardo Lopes também tentou a sua sorte, mas obteve o mesmo desfecho dos colegas de equipa.
Os homens da casa foram tentando cruzamentos para a área sem grande efeito, com Mocheco a limpar sempre o perigo com grande autoridade.
Numa tarde desinspirada para os vidreiros, André Sousa, dentro da pequena área, atirou por cima, e a finalização escasseava, ao contrário das oportunidades criadas, que se foram somando. Só Fábio Silva, já perto do final, conseguiu ameaçar as redes do guardião, mas Mocheco socou para fora.
O resultado final marcou um 2-0 favorável aos homens dos Pousos que diminuíram a distância para o primeiro classificado, o Marinhense, para seis pontos.
Arbitragem positiva de Fábio Piló mas falhou ao perdoar a expulsão de um jogador do GRAP após entrada dura sobre Alex Dias que até teve que sair lesionado. Os delegados de ambas as equipas também foram expulsos, mas parece-nos que por excesso de zelo.|

AC Marinhense 0
João Guerra, Zé Pedro, Nélson Marques (Fábio Silva, 80’), Luís Oliveira, Rúben Martins, André Sousa, Bernardo Lopes, Alex Dias (Marcos Santos, 50’), Pedro Faustino, Rúben Coelho (John Abraham, 80’) e João Paulo (c).
Não jogaram: Hugo Pinheiro, Fred Machado, Pedro Rodrigues e Tozé.
Treinador: Marco Aurélio.

GRAP 2
Mocheco, Lagoa, Lomba, Migas, Lukas, Caio Prado, Fábio Pedro, Danny (Benny, 85′), Alexandre Cruz (Rodrigo, 90+2′), Cedric, Vieirinha (Cristiano, 75′).
Não jogaram: Renato, Fábio Martins, Diogo, Pedro Mantorras.
Treinador: Carlos Ribeiro.

Campo da Portela, Marinha Grande
Árbitro: Fábio Piló. Assistentes: Rui Freire e Nuno Rodrigues.
Espectadores: 650. Ao intervalo: 0-1.
Golos: 0-1 Vieirinha (4′), 0-2 Cedric (58′).
Disciplina: Amarelo Fábio Pedro (24’), Nélson Marques (30’), Caio Prado (31’), Cedric (32’), João Paulo (90+1’), Zé Pedro (90+5’).

Texto e foto: André Lucas – Diário de Leiria