O AC Marinhense conquistou a Taça do Distrito ao vencer, na noite de sábado, o GRAP por 2-0, num jogo pobre em oportunidades de golo, mas rico na intensidade e no equilíbrio táctico. Contudo, fora do contexto morno do jogo apareceu Rúben Coelho que, com dois golos, decidiu a final e tornou-se o herói para os adeptos alvinegros.
Num jogo entre duas equipas que procuravam conquistar a Taça do Distrito pela primeira vez, os primeiros 45 minutos foram deprimentes, com ambas as equipas a arriscarem pouco e a apostarem sobretudo no erro do adversário, pelo que não houve um único lance de registo na primeira parte. Muita disputa de bola a meio-campo, muitos passes errados e um futebol inconsequente de parte a parte. Muito fraco.
Na segunda parte o cenário não foi muito diferente, mas foi abrilhantada com os golos o que deu um cariz mais emotivo à partida.
Logo no início da etapa complementar o Marinhense chegou ao golo num lance que começou nos pés do guardião Hugo Pinheiro. Rúben Coelho ganhou nas alturas a Fábio Martins e, em velocidade, tirou Lomba do caminho para, na cara de Mocheco, atirar cruzado para o 1-0, num lance em que pareceu que o guardião dos Pousos fechou mal o primeiro poste.
A partir daqui o GRAP tentou esboçar uma reacção, mas o Marinhense estava confortável na partida, com muita segurança defensiva e a procurar sair em transições rápidas.
Assim, foi sem surpresa que a meio da segunda parte, o Marinhense tivesse aumentado a vantagem após uma perda de bola infantil de Vieirinha no meio-campo, com os alvinegros a aproveitarem para fazer uma transição rápida. Aí voltou a entrar em acção Rúben Coelho que ganhou a bola perante a passividade de Benny e, à saída de Mocheco, fez um chapéu que só parou no fundo das redes.
Estava dada a ‘estocada’ final na formação de Carlos Ribeiro que só em cima do minuto 90 criou a sua única grande oportunidade de golo em todo o jogo num remate à entrada da área de Dany, o seu elemento mais inconformado e irreverente, para grande defesa para canto do veterano Hugo Pinheiro.
Num jogo com arbitragem de bom nível de Jorge Carreira, realce para o excelente comportamento dos adeptos, nomeadamente do lado do GRAP que foram inexcedíveis no apoio à sua equipa. |

AC Marinhense 2
Hugo Pinheiro, Fred, Luís Oliveira, João Paulo (c), Zé Pedro (Tozé, 84′), Pedro Rodrigues, André Sousa, Bernardo (Alex Dias, 82′), Ruben Coelho (Fábio Silva, 90+1′), Rúben Martins, Pedro Emanuel.
Não jogaram: João Guerra, Marcos Santos, John Abraham, Nélson Marques.
Treinador: Marco Aurélio.

GRAP 0
Mocheco, Lagoa, Lomba (c), Fábio Martins (Benny, 62′), Lucas, Migas, Caio Prado, Vieirinha (Mantorras, 77′), Cristiano (Bernardo, 85′), Dany Marques, Cédric.
Não jogaram: Renato, Mbala, Rodrigo, Diogo.
Treinador: Carlos Ribeiro.

Estádio Municipal de Leiria
Árbitro: Jorge Carreira. Assistentes: Tomé Pires e Gonçalo Gomes.
Espectadores: 3500.
Ao intervalo: 0-0.
Golos: 1-0 Rúben Coelho (51′), 2-0 Rúben Coelho (72′).
Disciplina: Amarelo a Caio Prado (6′), Pedro Emanuel (37′), Lomba (71′).

Texto: José Roque – Diário de Leiria
Foto: Luis Filipe Coito