Com um início de campeonato irregular, a UD Leiria continua sem vencer no campeonato e onde a sua veia goleadora está em défice, pois em três jogos apenas marcou por uma vez e foi um autogolo!
Os leirienses entraram fortes no encontro, com uma pressão alta sobre o portador da bola, embora tenha sentido grandes dificuldades em entrar no último reduto do O.Hospital, e só à passagem do minuto 18 o perigo rondou uma das balizas, após boa jogada de envolvimento sobre a direita, com Choi a aparecer solto à entrada da área, mas atirou ligeiramente por cima.
Oito minutos volvidos, o mesmo Choi (o mais inconformado) tirou um belo cruzamento para Onyeka, que de cabeça proporcionou defesa segura a João Tavares.
À medida que o tempo ia decorrendo, os visitados iam baixando o ritmo de jogo, o que favorecia a equipa que defendia, que assim controlava defensivamente todas as investidas do seu adversário, terminando uma primeira etapa com um nulo, fruto da pouca inspiração patenteada pelos dois conjuntos.
No reatamento, quem tinha a esperança de um espectáculo melhor no segundo tempo, saiu defraudado, uma vez que os últimos 45 minutos conseguiu ser ainda pior o futebol praticado por ambas as equipas.
Os donos da casa sempre com sinal mais, mas, com um meio-campo muito pouco criativo, lateralizando muito o jogo e com pouco profundidade, as situações de perigo foram raras.
Decorria o minuto 60, quando o árbitro do desafio considerou (mal) um atraso de João Gomes ao seu guarda-redes, marcando livre indirecto dentro da área. A marcação do respectivo livre foi a imagem do futebol praticado pelos visitantes até então, paupérrimo, com o remate a ir em direcção ao Lis.
Na resposta, Oneyeka, num sprint vigoroso, causou grande perigo para a baliza adversária, e no minuto seguinte (65), o avançado nigeriano teve na cabeça nova chance para desfazer a igualdade, mas o remate saiu ligeiramente ao lado.
Na melhor fase do Leiria no encontro, o juiz da partida quis ser protagonista e considerou uma entrada de Onyeka à margem das leis e expulsou o jogador leiriense, que assim ficou a jogar com 10 elementos.
Com mais um homem em campo, o O. do Hospital subiu as suas linhas e Kristian Trajcesski esteve perto do golo por duas vezes. Na primeira, trabalhou bem dentro da área, rematando à figura de Filipe Dinis e depois rematando de fora da área a centímetros da barra.
Os comandados de Filipe Cândido, foram esforçados até ao término do encontro, mas se com 11 já não mostravam grandes argumentos, com 10 a tarefa de garantir o triunfo tornou-se numa miragem.
Mau jogo de futebol, entre duas equipas que, pelo que mostraram, não podem aspirar grandes conquistas neste Campeonato de Portugal, perante uma arbitragem que pecou na expulsão exagerada de Oneyeka.
Já Danny Choi foi sempre o jogador mais inconformado em campo, jogando e fazendo jogar os seus companheiros. |

UD Leiria 0
Fábio Ferreira, João Dias (c), João Cunha, João Gomes, João Vítor, Kiko (Tomás Silva, 81′), João Lameira, Vladislov Shipitalny, Jahport Gueyap (Renato, 73′), Danny Coi (Bruno Cepeda, 90′), Onyeka Osemene.
Não jogaram: Filipe Dinis, Laércio Morais, Heli, Nicky Clescenso.
Treinador: Filipe Cândido.

Oliv. Hospital 0
João Tavares, Fred Martins, Tiago Dias (c), Romário, André Freitas, Bruny Almeida, Kristian Trajceski, David Brás (Cadú Fino, 75′), Zé Francisco (Milos Jovicic, 65′), Samuel Garrido (Luís Martins, 56′), Diogo Mingalhos.
Não jogaram: Fernando Pedrosa, Marco Fernandes, Armani Anoumou, Kaique Santos.
Treinador: Miguel Valença.

Estádio Municipal de Leiria
Árbitro: Rui Mendes (Santarém).
Auxiliares: Afonso Silveira e Adriano Sousa.
Espectadores: 1.550
Ao intervalo: 0-0
Disciplina: Amarelo a David Brás (58′). Vermelho directo a Onyeka Osemena (67′).

Texto: Fábio Osório – Diário de Leiria
Foto: Luís Filipe Coito