Moralizado pela goleada imposta na jornada anterior, o Marinhense entrou forte no jogo e logo no minuto inicial da partida, Edgar Alves, na marcação de um livre directo, obrigou João Malva a defesa apertada para canto. Apesar deste lance, paulatinamente a Pelariga foi crescendo no jogo, e aos 9′, esteve muito perto de chegar ao golo.
Perda de bola da equipa do Marinhense, e Coimbra com um remate oportuno, aproveitou o adiantamento de David Santos, batendo a bola caprichosamente no poste da baliza da equipa adversária. Este lance teve o condão de galvanizar a equipa de Carlão, e pouco depois, aos 17′, esteve novamente muito perto do golo, com Patrício, de cabeça, a dar o melhor seguimento a um cruzamento de André Simões, com a bola a bater com estrondo na barra da baliza do Marinhense. A Pelariga estava agora melhor no jogo. Muito pressionante, e demonstrando uma enorme coesão entre os seus sectores, a equipa do concelho de Pombal era quem estava mais perto do golo, mas como muitas vezes acontece no futebol, foi o Marinhense, que num lance algo fortuito, chegou à vantagem.
Jogada de insistência de Tiago Ferreira na direita, cruzamento, e Frade a ser infeliz e a colocar a bola na sua própria baliza. O golo moralizou a equipa da casa, que aos 39′, esteve perto do 2-0, com Willian a não chegar por centímetros a um cruzamento teleguiado de Vicente, quando tinha tudo para fazer o golo.
A etapa complementar começou num ritmo mais calmo. O Marinhense, em vantagem no jogo, procurava não se expor em demasia, tentando controlar a posse de bola perante uma equipa da Pelariga que, em desvantagem, fazia pela vida. Seguia o jogo neste ritmo equilibrado, quando aos 60′, e depois de uma boa jogada colectiva, Coimbra cruzou bem na direita, e Patrício, com um bom cabeceamento dentro da área, fez o 1-1. Restabelecido o empate, o Marinhense procurou novamente pegar no jogo, e aos 70′, Marcos Duque teve um bom lance individual, mas o remate acabou por sair fraco, e para as mãos de João Malva. Apesar disso, Marcos Duque era o mais desequilibrador na equipa do Marinhense, e aos 74′, trabalhando bem na esquerda, cruzou, com António a ter um primeiro remate, e depois Tiago Ferreira a finalizar na insistência, e a fazer o 2-1 para a equipa do Marinhense. Novamente em desvantagem, a equipa da Pelariga procurou chegar ao golo, mas fazia-o agora de uma forma bastante precipitada, procurando fazer tudo demasiado depressa, e abrindo enorme espaços na sua defesa. Por muito pouco, em dois lances quase consecutivos, Marcos Duque não conseguiu ampliar a vantagem da sua equipa. Arbitragem irregular do trio comandado por José Agostinho. Muitos pequenos erros, e ficaram muitas dúvidas em dois lances: um em cada área, em que fica a nítida impressão que havia lugar para a marcação de duas grandes penalidades.|

AC Marinhense ‘B’ 2
David Santos, Vicente, Zé Miguel (c), Tiago Claro, Edgar Alves, Córdoba, Bernardo (Marcos Azenha, 72′), Vítor João, Willian (Marcos Duque, 59′), António (Gabriel, 81′), Tiago Ferreira.
Não jogaram: Jorge, Camará, Tiago Costa, Mira.
Treinador: Vítor Duarte.

GD Pelariga 1
João Malva, Balteiro, Digo (c), Frade, Rúben Santos, Coimbra (Eusébio, 76′), André Simões (Flávio, 43′), Zé Marques, Tenente (Junior, 69′), Vítor Moura, Patrício.
Não jogaram: Joel, Zé Pedro, Rúben Silva.
Treinador: Carlão.

Campo da Portela, Marinha Grande
Árbitro: José Agostinho.
Espectadores: 100. Ao intervalo: 1-0.
Golos: 1-0 ag Frade (27′), 1-1 Patrício (60′), 2-1 Tiago Ferreira (74′).
Disciplina: Amarelo a Edgar Alves (46′), Tenente (58′), Balteiro (71′). Frade teve ordem de expulsão após o jogo terminar.

Pedro Almeida – Diário de Leiria