José Roque – Diário de Leiria

O treinador Rui Rodrigues fez entrar no Tribunal de Trabalho de Leiria uma acção de processo contra o Atlético Clube Marinhense, onde reclama um valor de quase 18 mil euros. O caso remonta a Setembro de 2019, quando o AC Marinhense decidiu dispensar os serviços do técnico. Fruto dos resultados menos satisfatórios e da entrada em cena de um investidor colombiano, o clube chegou a uma base de entendimento com Rui Rodrigues para a rescisão de contrato, mas a verdade é que essa rescisão não terá sido consumada.
“Havia um acordo para a minha saída porque a proposta que o clube tinha do investidor era muito vantajosa e eles queriam trazer um treinador novo. Contudo, o que foi acordado comigo não foi cumprido. Aguardei sete meses por uma resolução porque o Marinhense é um clube que me diz muito, mas cheguei ao limite”, referiu Rui Rodrigues que adianta ainda ter assinado um contrato de dois anos.
“Sinto-me magoado e frustrado. Se soubesse que isto iria acontecer, nunca teria aceitado o convite para ser treinador do Marinhense”, frisa Rui Rodrigues, acrescentando que tentou falar com os responsáveis do clube “várias vezes”, mas nunca foi garantida uma resolução.
Na verdade, o AC Marinhense nunca comunicou oficialmente a saída de Rui Rodrigues do comando técnico da equipa sénior. Contudo, alguns dias depois da sua saída já o técnico argentino Andrés Madrid orientava a equipa, em que mais uma vez não houve oficialização.
Questionado pelo Diário de Leiria, o vice-presidente da direcção João Mendes diz que o AC Marinhense não tem conhecimento de qualquer entrada de processo em tribunal contra o clube, pelo que não tece quaisquer comentários sem antes ler a acusação.