Texto: José Roque -Diário de Leiria
Foto: Luís Filipe Coito

O AC Marinhense começou da melhor maneira a versão 2020/2021 do Campeonato de Portugal ao vencer os ‘vizinhos’ do GRAP por claros 3-0, num jogo marcado pelas debilidades e falta de soluções do conjunto dos Pousos.
Não foi certamente esta a estreia que o GRAP pretenderia na competição, mas para uma equipa que somente está a trabalhar há menos de uma semana e que foi a jogo com apenas 13 jogadores, não se pode exigir muito mais, com o conjunto de Ricardo Monsanto a fazer os possíveis para minimizar as diferenças diante de um adversário que nem precisou de rubricar uma grande exibição para conquistar os três pontos.
O jogo começou praticamente com o golo madrugador de Miguel Velosa. Ainda as equipas davam os primeiros passos no terreno de jogo – em péssimo estado, diga-se de passagem – quando China tirou um cruzamento perfeito na esquerda, com Miguel Velosa a corresponder com um cabeceamento que só parou no fundo das redes.
Estava dado o mote para o que poderia ser um bom espectáculo de futebol, mas a verdade é que desde cedo o Marinhense percebeu as facilidades e pareceu ter querer forçar muito o andamento, ainda para mais numa fase tão precoce da época.
O GRAP ainda tentou reagir ao golo sofrido, mas a turma da casa pareceu ter sempre o jogo controlado, ainda que apostando num futebol algo lento e previsível. Apesar de tudo, era o Marinhense quem protagonizava as principais jogadas de ataque e foi sem surpresa que o segundo golo chegou. Novamente China a ser determinante ao cruzar para a área, mas desta vez contou com a contributo do guardião contrário que largou a bola e permitiu a Adul Seidi encostar para o 2-0 (33′).
Já perto do intervalo, o Marinhense usou a receita do costume para chegar ao golo: cruzamento de China para a boca da baliza, com Adul Seidi a rematar de primeira, à meia volta, para defesa por instinto de Gonçalo Carmelo.

Jogo morno
A segunda parte começou como a primeira, ou seja, com o Marinhense a marcar cedo: após cruzamento ‘açucarado’ de Miguel Velosa, Adul Seidi confirmou de cabeça, à boca da baliza, o 3-0, perante um GRAP desamparado.
A partir daqui o jogo perdeu todo o interesse já que o Marinhense pensava – e bem – que tinha os três pontos no bolso e ao GRAP só interessava que o tempo passasse rápido. O cenário dos canarinhos ficou ainda pior nos minutos finais quando Daniel Gregório lesionou-se com aparente gravidade, deixando o GRAP reduzido a dez unidades já que no banco só estava o guarda-redes suplente. Ainda assim, o conjunto dos Pousos serrou os dentes e não consentiu mais qualquer golo.
Arbitragem tranquila e positiva de Paulo Raposo.|

AC Marinhense 3
Jair Mosquera, Sylla, André Amores, Diogo Vieira, China (c) (Edgar, 80′), Vinagre, Sinisterra, Joaquim Domingos, Miguel Velosa (João Silva, 70′), Rodrigo Nogueira (André Carvalho, 17′) (Tiago Ferreira, int.) e Adul Seidi.
Não jogaram: Tomás Bozinoski, André Sousa, Latapy.
Treinador: Tiago Vicente.

GRAP 0
Gonçalo Carmelo, Daniel Gregório, Chico, João Chaves, Bacar Sanhá, João Capão, Luisito (c), João Pimba, Daniel Pinto (Kirsten, 86′), Ronaldo Afonso, Pedro Lima.
Não jogaram: Ângelo Martins.
Treinador: Ricardo Monsanto.

Estádio Municipal da Marinha Grande
Árbitro: Paulo Raposo (AF Santarém).
Assistentes: Pedro Freire e Adelino Crespo.
Ao intervalo: 2-0. Espectadores: 0.
Golos: 1-0 Miguel Velosa (2′), 2-0 Adul Seidi (33′), 3-0 Adul Seidi (48′).
Disciplina: Amarelo a Luisito (26′).