Numa altura em que pairam muitas incertezas sobre o Futebol Distrital, e sobre um eventual recomeço e em que condições, o Futebol Distrital de Leiria está a procurar junto dos clubes compreender a posição de cada um e como cada clube olha para um eventual recomeço sem adeptos, o que fatalmente se vai traduzir numa quebra enorme de receitas, sem que até ao momento se anteveja soluções para contrariar estas quebras. Deixamos aqui o ponto de situação e o que pensam os clubes, sendo que não foi possível ate ao momento ter a opinião de todos os clubes participantes na distrital, mas à medida que vamos tendo mais respostas, vamos adicionando:

Divisão de Honra
CC Ansião: O clube é desde a primeira hora, contra o futebol sem adeptos. Fizeram parte do grupo de clubes do norte de Distrito, que reivindicava o regresso do público, como condição para participar no campeonato. Ainda não começou a pré época, e acham que é incomportável para os clubes fazer o campeonato sem público. Além de ser contra a essência do futebol distrital, referem;

GAU/Bajouca: O clube da Bajouca defende que os campeonatos distritais sem público são insustentáveis a curto prazo.
No entanto, acredita que a presença de público estará para breve atendendo à abertura de alguns eventos nas últimas semanas.  O GAU/Bajouca entende ainda que os campos da região têm condições de segurança para albergar a quantidade de pessoas que habitualmente assistem aos jogos, sendo necessários apenas alguns ajustes face à realidade em que vivemos.
– Moita do Boi: O clube optou por dar a voz aos sócios e está marcada uma assembleia geral, para o dia 2 de Outubro, de forma a decidir a continuidade ou não da sua equipa sénior;
UR Mirense: A opinião do clube de Mira d’Aire é que deve haver adeptos nos estádios, mas sempre respeitando as regras de segurança;

1ªDivisão Distrital
AC Carnide:  O clube teve uma reunião no passado dia 7 de Setembro em que houve um consenso entre dirigentes que não haveria a participação da equipa sénior nestas condições. Segunda-fera a direcção do clube volta a reunir, e tomará uma decisão final, da formalização da desistência ou da continuação na prova.
– ACR Maceirinha: De regresso ao futebol distrital, a ACR Maceirinha defende que devem haver adeptos nas bancadas, cumprindo-se evidentemente as normas de segurança. Sem adeptos, será difícil suportar os custos de uma equipa;
AR Meirinhas: O clube das Meirinhas já tem pré-definido que nas condições actuais não avança, no entanto, a decisão final vai passar por uma assembleia geral dos sócios do clube;
– ARCUDA: Um dos primeiros clubes a tomar uma decisão. Emitiu um comunicado que em caso de arrancar o campeonato sem adeptos, abdica da sua participação na prova;
GD Ilha: O clube concorda que se comecem os campeonatos, mostrando-se esperançoso num regresso a breve trecho dos adeptos, o que se começa a perceber que possa vir a acontecer mais cedo que o previsto. Não esquecendo o lado financeiro, o clube destaca também o lado emocional e da falta de apoio aos jogadores, que o impedimento da presença de adeptos originará, no entanto, acredita que em breve será permitida a presença de público;
GDRC Unidos: Tal como a Moita do Boi, também os Unidos decidiram dar a palavra aos sócios, e uma assembleia geral, dia 2 de Outubro, vai decidir se o clube avança ou não com equipa;
GD Santo Amaro: Embora a direcção do clube ainda não tenha tomado uma decisão final, o clube considera que o público é a principal fonte de receita, e a proibição do mesmo nos jogos, pode trazer problemas de tesouraria ao clube;
Lusitano Chão de Couce: O clube do Norte do Distrito defende que os adeptos devem ser permitidos nos Estádios, pois sem eles torna-se difícil suportar as enormes despesas que uma equipa acarreta. O clube tem marcada uma reunião de direcção para decidir o que fazer, caso os adeptos não possam mesmo ter acesso ao estádio;
Motor Clube: O Motor Clube vai manter todas as suas actividades, sempre dentro das normas da DGS. Para o clube de Monte Redondo, não faz sentido estarem a convidar jogadores e depois não se avançar com a equipa. O Motor Clube defende que os Clubes têm de assumir as responsabilidades dos compromissos assumidos com os jogadores e equipas técnicas. Face às dificuldades, tem que se trabalhar para dar volta à situação. E acredita que em breve a presença de público será uma realidade.
GD “Os Vidreiros”: O clube de Picassinos defende que só quando os adeptos puderem assistir aos jogos, é que se deve fazer o recomeço da competição e para tal, nem que se faça um campeonato algo diferente, que poderia passar mesmo por se fazer só uma volta na competição;
Recreio Pedroguense: O clube do Norte do Distrito de Leiria defende que futebol sem adeptos não faz sentido e fazem mesmo um paralelismo a “verão sem sol”. Para além do entusiasmo que os adeptos transmitem aos atletas, também a nível financeira a sua ausência tem repercussões negativas. Não havendo público, os bares não funcionam, os patrocinadores não patrocinam, é todo um ciclo negativo. Futebol sem público é literalmente o fim;