Privou no balneário com jogadores incontornáveis do futebol nacional como João Vieira Pinto, João Tomás, Wender, Hêrnani Bastos, foi treinado por técnicos como Lito Vidigal, Manuel Machado, Jorge Costa e Vítor Oliveira, com quem foi campeão da 2.ª Liga em 2013/2014, mas é nos balneários de equipas de escalões inferiores que prefere estar.
Pela honestidade e pela humildade com que os jogadores se relacionam, o brasileiro Anilton Júnior escolheu o Ginásio para continuar a carreira aos… 40 anos.
“Num nível muito alto há conversas que não temos entre colegas e quando estamos num balneário como o do Ginásio a brincadeira e o tipo de relações são completamente diferentes”, conta ao REGIÃO DE CISTER, relembrando que também iniciou a carreira “nos escalões inferiores”.
O central, que é mais uma das opções para o treinador Leandro Santos, chegou a estar no mesmo relvado do que estrelas mundiais como o guardião germânico Oliver Kahn, os brasileiros Zé Roberto e Lúcio, o francês Ribéry ou o italiano Luca Toni quando representou o Sp. Braga.
Talvez por isso não seja de estranhar que no campeonato já houve quem lhe tenha pedido uma fotografia no fim do jogo.
Mas, ao REGIÃO DE CIST ER, o brasileiro diz-se focado na luta pela titularidade. “Temos de encarar o treino como se fôssemos profissionais”, aponta o jogador, revelando que está preparado para se sentar no banco se o mister assim o entender.
“A experiência é uma mais valia, mas não é tudo. Se um jogador mais novo estiver em melhor forma serei o primeiro a apoiar a escolha do treinador”,revela Anilton, explicando que está “muito feliz com a forma como foi recebido pela Direção, treinador e colegas.
“Sinto-me muito bem no grupo e acredito que posso ajudar com a minha experiência no futebol profissional”, assevera. José Anilton Júnior chegou a Portugal para representar o Desp. Aves, em 2006, e durante onze temporadas jogou mais de duas centenas de encontros entre 1.ª e 2.ª Liga por clubes como o Sp. Braga, Portimonense e Moreirense.
Em 2015 ruma à U. Leiria, clube que representou durante as últimas cinco épocas até surgir o convite do Ginásio.
Foi pela mão dos azuis que o brasileiro sentiu a motivação para continuar a treinar e a jogar, apesar de ter poucos meses de casa já nutre um amor enorme pelo clube. Tanto que confidenciou ao REGIÃO DE CISTER que seria um orgulho terminar a carreira com o símbolo do Ginásio ao peito. “Ficarei muito lisonjeado se isso acontecer”, remata.
De preferência com as bancadas repletas de adeptos.

Rafael Raimundo – Região de Cister