Texto: Pedro Almeida – Diário de Leiria / Foto: Luís Filipe Coito

Numa tarde para esquecer da equipa da Marinha Grande, a vitória da ARC Oleiros por 0-1 assenta-lhe na perfeição, pois foi sempre uma equipa mais prática e objectiva.
O jogo começou num ritmo bastante intenso, e logo aos 9′, Joaquim conseguiu intrometer-se num mau atraso de bola para Palha, mas, em excelente posição, acabou por desperdiçar o lance, sem que se tenha percebido se tentou um remate ou um cruzamento para a área.
Apesar deste lance, o Oleiros estava melhor no jogo, e foi ganhando ascendência ao seu adversário, tendo paulatinamente começado a acercar-se com mais perigo junto da baliza de Jair Mosquera.
Não estranhou pois que, aos 23′, o Oleiros tenha criado o primeiro lance de golo eminente, mas por centímetros Brian não conseguiu o desvio para o fundo das redes.
Sempre mais rápidos e objectivos sobre a bola, o Oleiros era por esta altura dona e senhora do jogo, com o Marinhense a mostrar muitas dificuldades em contrariar o bom jogo do seu adversário.
Apercebendo-se disso, Tiago Vicente, colocou em campo o experiente André Sousa e mudou o modelo de jogo, numa tentativa de contrariar o maior domínio do seu adversário.
Apesar disso, as coisas não se alteraram e, aos 39′ valeu China que com um corte quase milagroso para canto evitou um lance de golo eminente para os visitantes.
Só em cima do intervalo é que o Marinhense deu um ar da sua graça, num lance individual de Miguel Velosa na esquerda, com o cruzamento para a área a ser desviado a meias entre Adul Seidi e um defesa, com Palha a defender quase em cima da linha de golo.
A etapa complementar começou na mesma toada, e logo aos 50′, o Oleiros conseguiu mesmo materializar o seu ascendente em golo: cruzamento de Duvan Guerra na direita, a bola atravessou toda a área, e Rúben Filipe, no poste contrário, finalizou com sucesso.
Em desvantagem, o Marinhense procurou reagir, mas as coisas teimavam em não sair bem e apesar do equilíbrio nesta fase, ainda assim continuava a ser o Oleiros quem estava por cima no jogo.
Com algumas mudanças no xadrez, o Marinhense passou a ter mais bola, mas o Oleiros defendia com muita segurança e procurava lançar rápidos contra-ataques, sempre com muito critério, o que foi colocando em sentido a defesa caseira.
Com o passar dos minutos, o Marinhense foi perdendo algum discernimento em termos ofensivos, abusando do jogo directo, o que facilitou a missão do Oleiros que assim garantiu três preciosos pontos.
Arbitragem com alguns erros, mas sem influência no resultado final.|

 

AC Marinhense 0
Jair Mosquera, João Silva, André Amores (Rodrigo Nogueira, 86′), Roberto, China (c), Miguel Vinagre, Sinisterra, Miguel Velosa (Leonel Alves, 68′), Cláudio Ribeiro (Arthur, 68′), Joaquim (André Sousa, 35′), Adul Seidi.
Não jogaram: Tomás Bozinoski, Diogo Vieira, Gustavo.
Treinador: Tiago Vicente.

ARC Oleiros 1
Pedro Palha, Marcelo Dias, Marco, Tounkara, Gadelho, De Jesus (c), Fábio Lopes (Rayan, 62′), Duvan Guerra (Alef, 70′), Rúben Filipe (Nuno Pereira, 84′), Almeida, Brian.
Não jogaram: Caio Moreira, Mango, Graça, Rodrigo Caetano.
Treinador: Fábio Pereira.

Estádio Municipal da Marinha Grande
Árbitro: Carlos Espadinha (AF Portalegre).
Assistentes: Vasco Marques e Edgar Duarte.
Ao intervalo: 0-0.
Golos: 0-1 Rúben Filipe (50′).
Disciplina: Amarelo a China (40′), Marco (75′), Marcelo Dias (90+4’).