Mais e menos pontos, golos marcados e sofridos, vitórias, derrotas e empates. Desde 2005-06, vários clubes entraram para a história do primeiro escalão da Associação de Futebol de Leiria pelos melhores e pelos piores motivos, havendo espaço para recordes de três dígitos e outros que são redondos zeros.
No final da temporada, quem soma mais pontos é o campeão e sobe aos campeonatos nacionais (quando assim o deseja…). A melhor marca é de 83 pontos, atingida pelo Marinhense em 2018-19, numa edição da prova que teve, como habitualmente, 30 jornadas (e 90 pontos possíveis). Nessa campanha, a formação a Marinha Grande alcançou um recorde de 27 vitórias e apenas uma derrota.
Em sentido contrário, ninguém fez pior que o Nazarenos. Em 2016-17, o emblema da Nazaré não foi além de dois pontos no campeonato, tendo ainda averbado um recorde 28 derrotas – entretanto igualado pelo Moita do Boi em 2021-22 –, nenhuma vitória e um mínimo histórico de 15 golos marcados, sendo que em ambos os itens igualou a performance do Grupo Desportivo da Ilha em 2008-09.
Em matéria de golos, o Peniche foi absolutamente avassalador em 2007-08: 93 golos em 30 jornadas (média de 3,1 por jogo). Menos impressionante, mas ainda assim a valer um recorde, é o registo de apenas 17 golos sofridos pelo GRAP em 2017-18 e pelo Sp. Pombal em 2021-22.
Do outro lado da moeda encontramos os 121 golos sofridos pelo Pedroguense em 2011-12 (média de 4,03 por jogo).
Porém, falar do primeiro escalão da AF Leiria sem mencionar o Leiria e Marrazes e Guiense é quase impossível, pois ambos participaram em todas as 17 edições do campeonato entre 2005-06 e 2021-22. E vão participar na prova na presente temporada.
Posto isto, dou por terminado este artigo, porque não quero empatar ninguém. Não sou como o Gaeirense de 2006-07, que amealhou 14 igualdades, o que também é recorde.

Por David Pereira.